O amor de uma avó que nunca desiste

O AMOR DE UMA AVÓ QUE NUNCA DESISTE

Alguns pacientes têm uma longa história com a Operação Sorriso. Dependendo do tipo de fissura labiopalatina, alguns precisam de muito mais do que uma única cirurgia. Um deles é o Francisco, que conhecemos em 2016 durante uma missão humanitária em Mossoró, no Rio Grande do Norte.

Muito tímido, ele pouco interagia com as pessoas. O tom de voz muito baixo e o olhar, frequentemente voltado para o chão, escancaravam a vergonha que o menino tinha por causa da fissura labiopalatina que estava em seu rosto. Os longos cabelos, inclusive, eram usados para esconder a malformação em seu rosto.

Junto com Francisco, conhecemos uma das pessoas mais especiais nesses últimos 23 anos da Operação Sorriso no Brasil: a dona Cosma. Então com 67 anos, a avó foi quem criou o menino desde o seu nascimento. “O pai nunca foi presente na vida dele e a mãe dele, minha filha, me entregou o Francisco quando ele saiu da maternidade, porque disse que não saberia criá-lo”, conta a idosa.

O menino tinha uma fenda bilateral no lábio e outra fenda no palato. No momento do nascimento, a família não foi orientada sobre como ele deveria ser alimentado. Segundo dona Cosma, ele não mamou e engasgava muito ao receber líquidos. Por causa disso, ela passou a alimentá-lo apenas com uma colher.

Desistir não é uma opção

Dona Cosma e Francisco vivem em Marizópolis, no sertão da Paraíba. Ela levou o garoto duas vezes até a capital João Pessoa para tentar uma cirurgia reparadora, mas nunca conseguiu, pois ele tem asma e os médicos diziam que seria um risco operá-lo.

Então, em 2016, o pai de uma voluntária da Operação Sorriso ficou sabendo do caso de Francisco e avisou Dona Cosma sobre a missão humanitária da Operação Sorriso que aconteceria em Mossoró, no Rio Grande do Norte, a quatro horas de carro de Marizópolis.

Mais uma vez, dona Cosma levou o filho/neto em busca da sua cirurgia, mas, dessa vez, ela fez uma promessa para São Francisco: se ele fosse selecionado, o menino cortaria o longo cabelo para agradecer pela sonho realizado.

O início da transformação

Aos 12 anos, em 2016, Francisco foi um dos 53 pacientes selecionados para a cirurgia. No dia seguinte da operação, dona Cosma cumpriu a promessa e cortou o cabelo do menino para agradecer pela graça alcançada. Ele nem se importou, a felicidade agora era mostrar o sorriso novo que ele tinha no rosto.

Seis meses depois, voltamos à Mossoró e lá estavam Francisco e dona Cosma. Agora, a esperança era conseguir uma cirurgia para reparar a fenda palatina. Mais uma vez, o neto foi selecionado e a operação foi realizada.

O tempo se passou e, em 2020, reencontramos os dois. Agora com 16 anos, Francisco já tinha crescido bastante e dona Cosma continuava com o mesmo carisma encantador. Dessa vez, o objetivo era realizar um reparo na cicatriz que ficou acima dos lábios e, novamente, ele conseguiu.

Ao ser perguntada sobre o que mudou desde a primeira operação, dona Cosma lembra que antes, quando saia com o neto na rua e alguém apontava para ele, Francisco se escondia atrás dela. “Ficava com pena e acabava voltando para casa”, relembra. Na escola, as crianças também já não mexem mais com ele. “Ele ainda é envergonhado, mas hoje tem amigos e é bom aluno”, diz a avó orgulhosa. A matéria preferida? Geografia. E um dos hobbies favoritos é jogar Minecraft no celular.

Apesar dos 71 anos, dona Cosma segue com bastante energia. Enquanto Francisco era preparado para mais uma cirurgia, ela batia papo com os voluntários e até se arriscou em uma roda de samba formada por algumas enfermeiras e médicas da Operação Sorriso.

O futuro de Francisco

As cirurgias permitiram que o garoto pudesse frequentar a escola e aprendesse a ler e escrever, algo muito importante para dona Cosma. Analfabeta, ela sonha com um futuro melhor para o neto. “Quero que ele seja uma pessoa do bem. Ele escreve bem, tem a letra bonita… Oriento ele a estudar para que consiga um emprego bom em um escritório”, conta a avó.

Ao ser chamada para buscá-lo da última cirurgia, dona Cosma juntou as mãos e agradeceu a Deus. “Estou muito feliz que deu certo mais uma vez. Sou religiosa e rezei muito para que a gente fosse agraciado de novo. Sempre assisti a missa na televisão e rezava de olho fechado, porque tenho muita fé. E olha aí como funcionou”, agradeceu a idosa.

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Uma história de superação e transformação

UMA HISTÓRIA DE SUPERAÇÃO E TRANSFORMAÇÃO

Ao longo dos últimos 23 anos de atuação da Operação Sorriso no Brasil, conhecemos muitas histórias de superação de pacientes com fissura labiopalatina e de suas famílias. Uma das mais incríveis é a de Luis Davi.

Muito alegre e de sorriso fácil, o menino, de três anos, brinca e penteia o seu boneco e depois começa a desenhar em um papel até ganhar uma máscara de presente. Ele coloca a máscara e, logo em seguida, a abaixa para dar um largo sorriso. Ele faz tudo isso usando apenas os pés. Além da fissura labiopalatina, o pequeno Davi nasceu sem os dois braços e desenvolveu uma habilidade extraordinária com os pés.

O primeiro contato entre o garoto e a Operação Sorriso aconteceu em 2016, quando estivemos em Mossoró, no Rio Grande do Norte, para mais uma de nossas missões humanitárias. A mãe Albanete e o pai, o pastor Luis Paulo, viajaram pouco mais de três horas com o garoto para chegar até a cidade. Eles moram em Alexandria, município que fica na divisa entre o Rio Grande do Norte e a Paraíba.

A descoberta da fissura e a transformação

Luis Davi é o filho do meio do casal. Os outros dois irmãos nasceram sem nenhuma malformação. A gestação de Albanete foi tranquila e eles só descobriram a fissura labiopalatina de Davi no momento do parto. “Foi um choque. Levamos ele ainda pequenininho para um hospital de Natal e disseram que ele não ia sobreviver, mas deu tudo certo e estamos aqui hoje”, conta a mãe.

 A primeira operação do menino aconteceu em 2016. Na época, ele foi um dos selecionados para a cirurgia e teve o lábio operado. No ano seguinte, a família voltou para mais uma missão humanitária em Mossoró e, dessa vez, Davi teve a fenda palatina operada.

Os anos se passaram e reencontramos a família em 2020. Crescido, o menino é ainda mais independente, mas uma coisa não mudou: a sua alegria contagiante. Davi é uma daquelas crianças que alegram todos a sua volta com um sorriso gostoso e sincero.

Hoje, ele frequenta a escola, gosta de ler e ama jogar futebol. Ele aprendeu a escrever com os pés e a sua letra é tão bonita que recebe muitos elogios das professoras. Davi representa muito mais do que uma história de transformação, ele é a prova de que nascer com uma deficiência ou malformação não deveria ser obstáculo para a felicidade.

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