DESENVOLVIMENTO CIENTÍFICO

 

A causa exata da fissura labiopalatina permanece desconhecida e a Operação Sorriso faz sua parte para ajudar a encontrar as respostas, pois apenas com pesquisa e estudo científico podemos conhecer melhor esse problema e desenvolver métodos mais eficazes para o tratamento.

A Operação Sorriso trabalha em conjunto com universidades do mundo todo, incentivando e auxiliando a pesquisa científica. No Brasil, atuamos em parceria com a Universidade de São Paulo (USP) no campo da pesquisa genética. A equipe do Projeto Genoma Humano, liderada pela Dra. Maria Rita Passos Bueno, professora titular de Genética Humana da USP, coordenadora do laboratório de genética de desenvolvimento humano e coordenadora de transferência de tecnologia do Genoma-USP, realiza estudo genético dos pacientes com fissura labiopalatina atendidos durante os programas humanitários da Operação Sorriso.

A parceria já resultou em vários artigos publicados e em uma importante descoberta: a de que células-tronco do músculo do lábio de portadores de fissuras labiopalatinas, bem como as células-tronco da polpa de seus dentes de leite, podem se transformar em ossos, o que poderá permitir no futuro a realização de enxertos ósseos, eliminando a dor para obtenção de osso autógeno e permitindo a reabilitação do osso alveolar em futuras cirurgias.

Confira alguns dos trabalhos científicos publicados por voluntários da Operação Sorriso no campo da fissura labiopalatina: 

CIRURGIA

Beyond Fifty Years of Millard’s Rotation-Advancement Technique in Cleft Lip Closure: Are There Many “Millards”?

Profile Evaluation of Patients with Cleft Lip and Palate Undergoing Surgery at a Reference Center in Rio de Janeiro, Brazil

CLÍNICA

Estudo clínico e epidemiológico de fissuras orofaciais

Weight Gain in Children with Cleft Lip and Palate without Use of Palatal Plates

Fissuras labiopalatinas: série de casos clínicos incomuns

Prevalência de fissura de palato submucosa associada à fissura labial

GENÉTICA

Mutation and association analysis of the PVR and PVRL2 genes in patients with non-syndromic cleft lip and palate

Susceptibility to DNA Damage as a Molecular Mechanism for Non-Syndromic Cleft Lip and Palate

Genetics and management of the patient with orofacial cleft

ODONTOLOGIA

Prevalence of caries in Brazilian children with cleft lip and∕or palate, aged 6 to 36 months

 

 

 

“Toda criança que nasce com deformidade facial é nossa responsabilidade. Se nós não cuidarmos dessa criança, não há nenhuma garantia de que outra pessoa o fará.”

- Kathy Magee, cofundadora e presidente da Operação Sorriso